
Com Ana Maria Soromenho
Uma tatuagem é permanente. Por isso, aqui, o que se faz antes da agulha importa tanto como o desenho. Não é sobre o que fica na pele — é sobre o que atravessas até lá chegar.
A tatuagem é igual a qualquer outra. O que a torna holística é tudo o resto.
Tinta, máquina, agulha — tecnicamente não há nada de diferente. A diferença está no que acontece antes: no motivo que te traz aqui, no que decides marcar, e no cuidado com que esse momento é preparado.
Há quem venha para celebrar. Há quem venha para fechar um ciclo, para marcar uma perda, uma cura, um recomeço. Seja qual for a razão, ela vem primeiro. O desenho vem depois.

Como funciona
01
Antes de falarmos de desenhos, escreves. Porque queres esta tatuagem, o que ela representa, o que estás a atravessar ou a deixar para trás. Não precisa de ser bonito nem bem escrito — precisa de ser verdadeiro. É para ti, antes de ser para mais alguém.
02
Podes já ter o desenho na cabeça e trazer-nos apenas o que falta afinar. Ou podes preferir que a Ana Maria o proponha, a partir do que escreveste. Muitas vezes, o que a carta revela não é aquilo com que a pessoa entrou.
03
A sessão é tratada como aquilo que é: um momento que vais recordar sempre que olhares para a tua pele. Sem pressa, sem barulho, sem sala de espera cheia. Só tu, a Ana Maria e o motivo que te trouxe até aqui.
Fala com a Ana Maria. A primeira conversa não compromete a nada — serve para perceberes se este caminho faz sentido para ti.